Por: Gabriella Brito
Um dos momentos mais delicados da luta pela igualdade racial, social e de gênero é o empoderamento das mulheres negras e o reconhecimento da indústria da beleza. Não somos a beleza exótica que as propagandas tentam vender, nem somos a pele cor do pecado e o nosso cabelo não está na moda. Nossa cor carrega a história e nossos cabelos foram condenados ao cárcere da química das chapinhas para serem aceitos pela sociedade. Assumir o cabelo e a cor é se libertar de uma opressão que não foi libertada junto com a LEI ÁUREA.
A verdade é que se faz necessário propagar nossos discursos para que nos vejam como mulheres, negras, empoderadas, que não querem clarear sua cor com uma base alguns tons mais claros que sua pele, que não aceitam mais a ditadura da chapinha, que se apropriam dos turbantes como símbolo de história e não de moda, que se espelham em Dandara dos Palmares como símbolo de beleza e luta, que se alegram quando Beyoncé canta Formation na cara da sociedade americana, que toma como exemplo Rosa Parks e Carolina de Jesus e que lutam todos os dias para sobreviverem ao racismo.
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